Rafa te deve R$ 200 desde março. Agora ele quer mais.
Você já decidiu: não vai emprestar.
Pense nela. Ninguém precisa contar.
apaga.
Você já decidiu: não vai emprestar.
“Vou ver, depois te falo.”
“Sei que você está apertado. Não vou emprestar. Posso te ajudar com as contas do mês.”
A sala inteira já viu. Ela descobriu que foi você.
“Desculpa, mas quem repassou foi outra pessoa.”
“Eu mandei o print. Foi errado e te expôs. O que posso fazer agora?”
A reunião é em uma hora. Seu chefe está online.
“Então, hoje cedo o sistema estava lento e…”
“Apaguei a apresentação do cliente. Já recuperei metade. Preciso de vinte minutos.”
Toque só com o voluntário lá fora.
“Comprei há três meses e já parou! Estou há três dias sem telefone. Chama o gerente.”
Observem: em que momento o tom dele muda?
Você tem três minutos.
“A garantia não cobre isso. Não posso fazer nada.”
“Três dias sem telefone atrapalha tudo. Me conta como ele parou?”
Toque só com o voluntário lá fora.
“Ele vai andar? Por que ninguém me fala nada? Me promete que ele vai ficar bem!”
Observem: ele prometeu o que não controla?
Você tem três minutos.
“Fica tranquila, vai ficar tudo bem.”
“Não posso garantir que Lucas vai andar. Garanto que a senhora vai saber assim que o exame sair.”
Sua frase.
Seu tom.
Seu limite.
A reação.
O tempo do outro.
O desfecho.
Toque só com o voluntário lá fora.
“Agora não dá, tenho aula em cinco minutos. Nota eu não discuto no corredor.”
Observem: ele acusou ou perguntou?
Você tem três minutos.
“O senhor errou a minha prova.”
“Pode me mostrar onde errei na 4? Pelo gabarito, acho que acertei.”
Toque só com o voluntário lá fora.
“Ih, era pra amanhã? Relaxa, de noite eu faço.”
Observem: ele atacou a pessoa ou falou do trabalho?
Você tem três minutos.
“Você é muito folgado. Sempre faz isso.”
“Sem a pesquisa o grupo não fecha. Consegue mandar a parte 1 até as 20h?”
Toque só com o voluntário lá fora.
“Foram só duas cervejas, tô de boa. Vai dar uma de chato?”
Observem: ele cedeu quando foi zoado?
Você tem três minutos.
“Você é irresponsável, isso dá cadeia.”
“Não vou no carro. Vamos chamar um aplicativo? Eu divido a corrida.”
Toque só com o voluntário lá fora.
“Design? Isso é hobby. A gente pagou a melhor escola pra você desenhar?”
Observem: ele brigou, recuou ou perguntou?
Você tem três minutos.
“A vida é minha, eu faço o que eu quiser.”
“Sei que você tem medo de eu passar aperto. Eu pesquisei. Posso te mostrar?”